No dia 27 de janeiro de 2026, terça-feira, pelas 18h00, realizou-se no Laboratório do Envelhecimento (CM Ílhavo) uma Oficina do Luto, integrada no Programa de Apoio a Pessoas em Luto. A sessão foi dinamizada pela Terapeuta do Luto Márcia Amorim, reconhecida pelo seu trabalho de acompanhamento a pessoas em processo de perda e também autora do livro Há Vida no Luto.
Esta iniciativa constituiu-se como um importante momento de encontro, escuta e reflexão sobre o luto, num contexto em que muitas experiências de perda continuam a ser vividas de forma silenciosa e solitária. Ao criar um espaço seguro e acolhedor, a oficina procurou responder a uma necessidade real da comunidade: a de encontrar lugares onde a dor possa ser nomeada, partilhada e compreendida, sem julgamento.
Márcia Amorim tem vindo a afirmar-se como uma voz próxima na área do apoio ao luto. Em Há Vida no Luto, obra que tem tocado muitos leitores, propõe uma abordagem sensível à experiência da perda, oferecendo palavras de amparo a quem atravessa momentos de grande sofrimento. Mais do que um livro, esta obra é muitas vezes percecionada como um gesto de cuidado, capaz de acompanhar quem procura sentido no meio da ausência.
Também nesta oficina, a dinamizadora trouxe essa mesma linguagem acessível e compassiva, conduzindo os participantes por temas centrais da vivência do luto. A sessão favoreceu a partilha de sentimentos, dúvidas e experiências, valorizando a singularidade de cada percurso e reforçando a ideia de que o luto, embora profundamente pessoal, não precisa de ser vivido em isolamento.
A realização desta atividade reforça a relevância de programas comunitários de apoio às pessoas enlutadas, sobretudo em contextos onde a literacia sobre o luto ainda é limitada. Promover iniciativas deste género é contribuir para uma sociedade mais informada, mais empática e mais preparada para acolher a vulnerabilidade humana. Neste sentido, a Oficina do Luto representou não apenas uma ação de sensibilização, mas também um verdadeiro serviço à comunidade.
