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‘Thanabots’: fazer o luto na era da IA

Os chatbots criados com base na informação sobre alguém falecido são conhecidos como ‘thanabots’, ‘deadbots’, e ‘digital ghosts’, em português, fantasmas digitais.
Na interseção entre tecnologia e luto, está a surgir uma nova e intrigante tendência: os thanabots. Estes chatbots, também conhecidos por deadbots e digital ghosts (em português, fantasmas digitais), são suportados pela inteligência artificial (IA) e desenvolvidos a partir das informações de uma pessoa falecida, permitindo que os enlutados mantenham diálogos virtuais com os seus entes queridos que já morreram. Esta nova abordagem levanta questões profundas sobre como a tecnologia está a moldar a experiência do luto, as respostas emocionais, cognitivas, físicas, comportamentais e espirituais do indivíduo, e a redefinir os rituais tradicionais de luto.

À medida que exploramos as novas fronteiras do luto na era digital, é fundamental abordar cuidadosamente as questões éticas e morais. Os thanabots oferecem uma perspectiva inovadora sobre o processo de luto, mas a sua implementação deveria ser acompanhada por uma reflexão cuidadosa sobre os possíveis impactos na experiência humana do luto e no tratamento ético dos dados pessoais póstumos.

O Projet December, uma plataforma conhecida por permitir aos utilizadores “simular os mortos”, tornou-se proeminente através do caso de Joshua Barbeau e o seu relacionamento com o “Jessbot”, um chatbot que reproduzia a sua falecida noiva, Jessica. Após a morte de Jessica, Barbeau lidou durante oito anos com a dor desta perda, até encontrar no Projet December uma forma de “reconectar-se” com ela virtualmente. Este caso ilustra como os thanabots podem oferecer consolo e uma estratégia alternativa de adaptação face à perda, ao mesmo tempo que suscita questões éticas sobre a interação entre humanos e representações digitais de entes queridos falecidos na era digital.

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