Hoje, 26 de julho, celebramos o Dia dos Avós, uma data que nos lembra da importância e do carinho daqueles que desempenham um papel tão especial nas nossas vidas. É um momento de celebrar e valorizar os avós, as suas histórias, sabedoria e amor incondicional. Mas, e quando os avós já não estão presentes? Porque custa tanto viver este dia sem eles? Como lidar com a saudade que aperta? E de que forma podemos homenagear um avô ou uma avó que já faleceu?
| A Dor da Ausência: Quando os Avós Já Não Estão Presentes
A perda de um ente querido é uma experiência humana e universal. A perda de um avô ou de uma avó, apesar de ser uma etapa natural da vida (particularmente em situação de idade avançada), pode ser uma experiência profundamente dolorosa. A surpresa, o choque, mas também a intensidade da tristeza, raiva, choque, angústia e confusão que surgem com a perda é natural. Deve haver espaço para a expressão de todos estes sentimentos e sintomas. A saudade dos avós pode ser sufocante, por um lado, mas poderá ser respeitada, por outro, pois esta é a manifestação mais fiel do papel que eles desempenharam nas vidas dos que lhes continuam… foram pilares de amor, segurança e tradição.
| O Impacto da Perda na Dinâmica Familiar
Quando um avô ou uma avó falece, toda a família é afetada. De fato, esta dor é vivenciada pelas várias gerações da família, pois os avós, frequentemente, ocupam um lugar central na dinâmica familiar: os fieis depositários das tradições, histórias e raízes da família. As dinâmicas familiares sofrem alterações profundas, pois todos os membros, desde os pais até os tios e primos, ficam em luto. Para os mais jovens, esta pode ser a primeira experiência de perda e luto, tornando ainda mais avassalador lidar com sentimentos novos e intensos.
| Lidar com a Perda: Estratégias e Reflexões
Não há uma maneira correta ou errada de lidar com o luto. Cada pessoa constrói um laço de afeto singular com os seus avós, e cada um encontrará a sua própria forma de “chorar”, recordar e homenagear esse amor original.
1. Falar: Conversar com familiares, amigos e cuidadores é fundamental. Pode parecer que falar sobre a perda vai magoar ainda mais os outros, mas na verdade, partilhar memórias e sentimentos pode ajudar a amenizar as saudades e encontrar conforto uns nos outros.
2. Recordar: Manter as memórias vivas é uma maneira de manter os avós presentes nos nossos corações. Foram parte essencial das nossas vidas e encontrar maneiras de os homenagear mantém o laço afetivo. Algumas formas de homenagem incluem: visitar a campa no cemitério; criar um álbum de fotos com momentos especiais; ou guardar um objeto afetivo (como um relógio, colar ou lenço).
3. Procurar Ajuda Especializada: Se os sentimentos de tristeza e angústia persistirem com grande intensidade e duração, é importante procurar ajuda especializada. (saiba como aqui).
| Mantendo o Legado Vivo
Embora a perda seja permanente, o luto não é. Encontrar maneiras de manter o legado dos avós nas nossas vidas significa que, embora eles tenham partido, continuam vivos dentro de nós. Celebrar as suas vidas e o impacto que tiveram nas nossas jornadas é uma forma poderosa de honrar a sua memória e garantir que o seu espírito continue a inspirar e guiar as gerações futuras.
Neste Dia dos Avós, celebremos aqueles que ainda estão connosco e honremos a memória daqueles que já partiram. Que possamos encontrar conforto nas lembranças e força no amor que sempre nos ofereceram.
Para mais informações sobre o projeto continue a acompanhar as publicações semanais no site oluto.web.ua.pt.
Referências bibliográficas
Cruse Bereavement Support. Losing a grandparent. https://www.cruse.org.uk/understanding-grief/grief-experiences/losing-a-grandparent/
Sue Ryder. Coping with the loss of a grandparent. https://www.sueryder.org/grief-support/about-bereavement-and-grief/grandparent/
